quarta-feira, 19 de julho de 2017

12º Enc. Oeste Sketchers - Batalha do Vimeiro

Sketchers - Batalha do Vimeiro
No passado domingo, lá fomos nós para a Guerra - correr com os franceses
 
O local de encontro foi a igreja. aos poucos lá foram chegando os sketchers todos. Alguns vinham vestidos à época, como a Ana Ramos, que apanhei aqui já no final do desenho.
 
 
Lá em baixo o frenesim aumenta. A guerra está para começar, com direito a "relato". E que guerra. Os canhões disparados ecoaram pelas ruas do Vimeiro, assustando todos os presentes. Crianças começam a chorar e Gritos de guerra que nos fazem imaginar o caos que terá sido. O medo que as pessoas tiveram. Os danos materiais e imateriais. O sangue derramado. As vidas perdidas. Ingleses e portugueses correm com os franceses. Quem me conhece, sabe que não sou muito dado a recriações históricas, mas tenho de confessar que esta surpreendeu-me pela positiva.
 
 
Fazendo-nos lembrar a Guerra de Raul Solnado, depois da batalha, fomos todos almoçar, ingleses, portugueses e até franceses. Intervalo é intervalo e toda a gente tem direito a comer. O desenho que se segue, foi feito enquanto esperávamos pelo almoço, assistindo ao convívio dos figurantes, que correm o país integrando recriações históricas. Fazem-me lembrar uns maluquinhos que por aí andam com caderno debaixo do braço.
 
Depois do Almoço, deslocámo-nos até ao centro interpretativo, onde havia feira, com comida, música e muitas actividades. Depois do Pedro Loureiro comprar um caderno XXL, que mal cabe na mochila, lá fomos à procura de poiso numa esplanada com vista para o campo de batalha, que quase não era desenhado, já que nos dedicámos aos figurantes. Até eu arrisquei desenhar pessoas. Sim desenhei pessoas, pelo menos tentei. A personagem abaixo é o Salvador, um verdadeiro artista local, que desenhou e pintou todos os azulejos do Centro Interpretativo. Enquanto ia mostrando as suas obras no telemóvel, arrisquei.

 

 
No fim, antes de ir embora, o campo de batalha.
 
 
Parabéns Pedro, Ana e Bruno, pela excelente organização. Até breve

E lá fomos à guerra!

Foi um encontro fantástico, onde não tivemos mãos a medir com tanto que havia para desenhar e com a malta tão "fixe"!

Estes dois desenhos foram "arrebanhados" em pleno Vimeiro junto à igreja, entre tiros de canhão e disparos de espingarda que me faziam pular de susto, tal era a violência sonora! Tive que pintá-los em casa porque lá foi de todo impossível.

Após a refrega, fomos almoçar ainda na zona baixa do Vimeiro. Os figurantes da recriação histórica também lá estavam. E a malta do risco não perde oportunidades...

Os desenhos restantes foram todos junto ao CIBV (http://www.batalhadovimeiro1808.pt/).

 Aqui, um soldado a descansar.

Outro, muito bem acompanhado.

Mas não foi só guerra, também houve música! Aqui, o João Raimundo que acompanhou os Zaragaita a tocar fantasticamente!

terça-feira, 18 de julho de 2017

12º Encontro Oeste Sketchers

"A artilharia aproxima-se."
"As tropas tomam posição."
"O canhão está pronto."
"Abrir fogo!"

O 12º Encontro Oeste Sketchers foi um encontro cheio de acção, passou-se durante a Batalha do Vimeiro de 21 de Agosto de 1808 em encenação.

Depois dos conflitos do dia anterior, os Franceses estavam bloqueados no campo de batalha e resolveram flanquear o exército Anglo-Português, infiltrando-se no povoado do Vimeiro.

A recriação da escaramuça entre exércitos junto à Igreja do Vimeiro decorreu de manhã, onde se juntou uma milícia de bravos camponeses em defesa das suas terras...
...e claro, a unidade especial de sketchers registando o conflito.

De manhã, começaram cedo, a maior parte concentrou-se junto à igreja, até serem evacuados devido à proximidade das tropas inimigas.



 A população juntou-se e começaram a chegar as primeiras tropas.

Além dos canhões que faziam a vila tremer sempre que disparavam: BUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMM!!!!!!!
Os mosquetes eram articulados em frentes e disparados sem dó nem piedade.

O canhão francês ainda assustou quando se posicionou mesmo em cima das tropas.

Enquanto alguns camponeses fugiam e gritavam:
"- Que Deus me ajude! Vão destruir tudo."
Outros aldeões mais corajosos apareceram com paus e ferramentas do campo, quando tiveram oportunidade começaram à paulada sobre os Franceses.

 No final, os franceses foram arrasados e enquanto o exército Anglo-Português foi festejar a vitória, nós fomos partilhar desenhos.


 O grupo de infantaria especial da manhã.
 A artilharia usada durante o conflito militar.
 Parte das bancas da feira oitocentista frente ao Centro Interpretativo da Batalha do Vimeiro.
 Os falcões depois das acrobacias com miúdos.

O acampamento militar e o campo de batalha ao fundo.

 Os desenhos da tarde.
 O batalhão de sketchers da tarde.

Depois do encontro alguns ainda ficaram a dar espectáculo na assistência :)

Queremos os teus desenhos!!!


Atenção batalhão dos Oeste Sketchers e todos os nossos aliados que participaram na vitoriosa ofensiva no passado Domingo dia 16 de Julho. Após uma esmagadora vitória sobre o invasor Francês no lugar do Vimeiro, precisamos dos vossos registos para que a nossa glória perdure numa exposição a inaugurar a 20 de Agosto. Preferencialmente até ao final de Julho, (limite até 4 de Agosto) enviem os vossos registos de batalha, digitalizados em 300dpi para o nosso email: oestesketchers@gmail.com

Contamos convosco! Juntem-se a nós!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Vimeiro

O regimento dos Oeste Sketchers juntou-se e foi fabuloso, registou o que conseguiu da recriação histórica da Batalha do Vimeiro de 1808, fizeram registos debaixo de fogo cruzado e com grande "instinto de sobrevivência". 
Nesta batalha não fui fardado mas andei a espiar as tropas do inimigo, o primeiro desenho não começou bem mas acabou por mostrar os sketchers e a população à espera do evento com linhas, depois em manchas, as tropas, portugueses de castanho e camponeses de cinza escuro, ingleses de vermelho e franceses de azul.


À tarde havia animação na feira oitocentista e a variedade de mercadores era impressionante. Enquanto alguns ficaram a desenhar pessoas e fardas, ou a degustar a bela filhós, eu resolvi procurar uma zona calma e mais despercebida com vista para a paisagem do campo de batalha, onde o acampamento militar se mostrava deserto.
Acabei o bloco com um desenho panorâmico, vai deixar saudades, o resto foi convívio ;)




sábado, 15 de julho de 2017

Algarve à Sombra_parte III (última)

Ainda no dia 8, no encontro com os urban sketchers Algarve, tive tempo de fazer mais dois desenhos.
Foram feitos nas escadinhas que dão acesso à igreja. Lá em cima ouvem-se cânticos no interior da igreja e alguma azáfama no exterior. É dia de casamento. De repente os sinos tocam e as pessoas saem. Aplausos e alguns gritos de alegria. Já está. Só se ouve inglês. Passa um local (raro, mas acontece) que diz "mais uns ingleses que se casam cá, agora é quase todos os fins-de-semana". Enquanto fazia o primeiro desenho, começo a ouvir o barulho dos saltos altos a bater na calçada. Lá veem os noivos e convidados a descer a escadaria. Mantive-me sentado e eles lá foram contornando.
 
 
Depois de quase ser atropelado, mudo de posição de desenho a igreja, antes de me despedir de Ferragudo.
 
 
O desenho que se segue foi feito no domingo, dia 9, antes de regressarmos a casa. A esplanada do costume, junto à igreja de Armação. Mudei o enquadramento, só para não me repetir. Para o ano há mais. 

Santa Cruz sem vento

Santa Cruz é daquelas localidades com praias e recantos cheios de paraísos, mas tem carácter, é agreste, de mar e vento encorpado, com nevoeiros e marés bipolares. No entanto, quando a encontramos em alturas de tempo excelente, sem vento, torna-se uma mulher meiga apaixonada, um paraíso.
Praia da Amoeira, uma das minhas favoritas, menos gente, mais maravilhas...

 Praia de Santa Helena e Praia Centro ao fundo (ou das Rochinhas)
Quando vamos embora mas está tão bom que acabamos por acampar outra vez... na praia seguinte...

O fim do dia é óptimo para desenhar sombras, um exercício mesmo interessante. 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Algarve à Sombra_parte II

Caderno novo. Sempre um drama a selecção de um novo caderno, sobretudo quando passamos de Ferrari (laloran) para um Fiat (Tiger). A mudança de cadernos é sempre um desafio interessante, obriga-me a ajustar a forma de desenhar. Confesso que estou a gostar deste formato.
 
O desenho que se segue foi feito à porta da igreja. 12h30 - hora da partilha. Enquanto conversávamos fui desenhando este enquadramento.
 
 
Partilha feita, hora de comer. Descemos as escadinhas rumo ao cais. Depois de algumas indecisões, decidimo-nos pelo Restaurante (outrora Tasca) Borda do Cais. Sardinha assada para todos.
No interior tinha este enquadramento.
 
 
Depois do almoço, o objetivo era desenhar as ruas estreitas de Ferragudo. Encontrei um recanto com banco de jardim. Muitas casas devolutas. Por outro lado enquanto desenhava, passavam vários turistas, a maioria ingleses e franceses, com cadernos na mão a apontar contactos de imobiliárias. Alguns deles ligaram dali mesmo, percebendo-se o forte interesse em investirem. Independentemente das opiniões ou receios que isso nos traga, alguma coisa tem de ser feita. O estado de abandono e degradação em que as ruas se encontram, é que não pode continuar.
 
 
Mais um conjunto de casas devolutas. Para além do ruído do talher, das televisões e das crianças mais "agitadas", uma presença constante são as gaivotas
 
 
 
Amanhã há mais....
 

Castelo de Torres Vedras


O lusco-fusco são aqueles 5-7 minutos que antecedem a noite, o mesmo tempo que durou este desenho a ser feito (linhas). O castelo de Torres Vedras só faz sentido se desenhado ao lado da sua alma gémea, a Igreja de Santa Maria, dando origem aquele já icónico contraste entre o branco e o ocre. Durante a noite, o brilho é ainda mais especial...

Está a chegar


http://www.ulusofona.pt/agenda/curso-verao-dau#img1




PROGRAMA

Primeira semana

1.a Sessão 2of_17 jul 2017 _ 10h 13h_ (3 horas) ou 18h 21h Filipa Antunes
2.a Sessão 3af_18 jul 2017 _ 10h 13h_ (3horas) ou 18h 21h Eduardo Salavisa
3.a Sessão 4af_19 jul 2017 _ 10h 13h_ (3horas) ou 18h 21h Convidado Urban Sketchers
Portugal
4.a Sessão 5af_20 jul 2017 _ 10h 13h_ (3horas) ou 18h 21h Mário Linhares
5.a Sessão 6af_21 jul 2017 _ 10h 13h_ (3horas) ou 18h 21h André Batista






Segunda Semana
6.a Sessão 2of_24 jul 2017 _ 10h 13h_ (3 horas) ou 18h 21h Luís Ançã
7.a Sessão 3af_25 jul 2017 _ 10h 13h_ (3horas) ou 18h 21h Mónica Cid
8.a Sessão 4af_26 jul 2017 _ 10h 13h_ (3horas) ou 18h 21h Convidado Urban Sketchers Portugal
9.a Sessão 5af_27 jul 2017 _ 10h 13h_ (3horas) ou 18h 21h Pedro Alves
10.a Sessão 6af_28 jul 2017 _ 10h 13h_ (3horas) ou 18h 21h Exposição Final de Curso

Link para inscrição: https://secure.grupolusofona.pt/rol/f?p=126:1:::::P1_GRAU,P1_INSTITUICAO,P1_CURSO:9,103,492


Propina única: 175 Euros

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Algarve à Sombra_parte I


Na passada 6ª feira, lá fui eu buscar o Tomás que foi passar uma semana de férias com a avó em Armação. Como a praia já não é uma opção, lá vou eu correndo as esplanadas. Vou variando para não sacrificar sempre os mesmos. Há quem escolha as esplanadas pelo sinal de wi-fi, eu já estou na fase que só quero saber se tem um bom enquadramento (e no algarve é cada vez mais difícil, tais são os atentados urbanísticos). Todos os anos me sento nesta esplanada no largo frontal à igreja. Para além das vistas desafogadas, corre sempre uma brisa fresca. Faço sempre o mesmo desenho (é engraçado ver as diferenças de ano para ano). Felizmente a Vila Maria Albertina vai resistindo à pressão imobiliária. Este ano até está de cara lavada.
 
O segundo desenho foi feito no sábado, em Ferragudo num encontro com os urban sketchers Algarve. Agradeço ao Hélio Boto que organizou um encontro em tempo record, só para me receber entre amigos. E valeu tanto a pena.
 
Ferragudo, perguntava eu?? sim, ruas estreitas, sombra, fresco e um ambiente pitoresco. Bela escolha.
Local de encontro - a Igreja, pois "é fácil dar com ela, aqui ainda não há torres".
 
O primeiro desenho foi feito debaixo de uma árvore, à conversa com o Tom, descendente de ingleses e alemães. Um humor muito interessante.
 
Passado alguns minutos, aproxima-se um curioso. "posso ver os vossos desenhos?". Claro. "Hum...desenho de arquitecto", dizia ele a medo, como que se estivesse com pena de mim. E eu, claro. "Eu vi logo, pois também sou. Sérgio, prazer". Seguiu-se uma longa e interessante conversa sobre desenho e reabilitação urbana. Pela conversa não desenha há algum tempo, mas algo me diz que isso vai mudar. 
 
 
 
O desenho que se segue foi sugestão do Sérgio. "Ali, a seguir ao portão, vale a pena, uma vista sob a praia e o castelo". O castelo é o que é (não é), mas a restante vista vale mesmo a pena.
 
 
Os restantes desenhos serão publicados em breve.

domingo, 9 de julho de 2017

Convite - Desenho de Rua - Reabilitação Urbana

 
 
 
Olá a todos. Dia 22 de julho, temos um novo encontro de desenho em Torres Vedras. Estão todos convidados. Os primeiros 30 inscritos têm direito a ofertas especiais, que incluem um caderno. Contamos convosco!
 
Inscrições: Gratuitas, mas sujeita a pré-inscrição para geral@ccctv.org
 
Para além do encontro estão previstas residências artísticas, com a participação de dois desenhadores (urban sketchers), que durante uma semana terão oportunidade de desenhar nos seus cadernos a realidade física e social da Encosta de S. Vicente. Para o efeito, foram convidados o António Procópio e a Suzana Nobre.

Organização: Cooperativa de Comunicação e Cultura e Município de Torres Vedras


Programa:
17 jul – 21 jul – Residências Artísticas

22 jul – Desenho de Rua
10h – Encontro junto ao Antigo Matadouro Municipal
13h – Almoço livre – sugestão – Piquenique no Choupal
17h – Tertúlia com António Procópio e Suzana Nobre